Alternativas ao Cellebrite

Alternativas ao Cellebrite: quais opções existem para coleta de evidências em celulares?

Quem trabalha com provas digitais já se deparou com o nome Cellebrite em algum momento. A empresa se tornou referência mundial em extração forense de dados de celulares e outros dispositivos, com destaque para a linha UFED e para plataformas mais recentes voltadas a extração e análise em larga escala.

Só que, na prática, muita gente que busca “Cellebrite” ou “ferramentas tipo Cellebrite” na internet não precisa — e muitas vezes nem consegue — montar um laboratório forense completo. Delegacias com poucos recursos, órgãos públicos jurídicos, escritórios de advocacia e empresas querem algo mais simples:

coletar evidências de celulares de forma técnica, documentada, com cadeia de custódia clara e relatório pronto para o processo.

É aí que entram as alternativas ao Cellebrite.
Neste artigo, você vai ver:

  • quando faz sentido procurar alternativas;
  • quais são os tipos de solução que existem no mercado;
  • exemplos de ferramentas que podem substituir ou complementar o Cellebrite em determinados cenários;
  • em que situação uma solução mais enxuta, como a HashSign, pode ser mais adequada do que um laboratório completo.

1. O que é o Cellebrite e em que tipo de caso ele é usado?

De forma simplificada, o Cellebrite oferece um conjunto de ferramentas forenses projetadas para:

  • extrair dados internos de celulares e outros dispositivos,
  • decodificar informações complexas (bancos internos de apps, artefatos de sistema, dados apagados),
  • e apoiar a análise em investigações de alta complexidade.

É muito forte em:

  • extrações lógicas, de sistema de arquivos e, em alguns casos, físicas;
  • recuperação de dados apagados ou difíceis de acessar;
  • suporte a uma grande quantidade de modelos de celulares e versões de sistemas;
  • integração com fluxos de trabalho de laboratórios forenses.

Por isso, o Cellebrite é típico em cenários como:

  • laboratórios periciais estruturados;
  • grandes investigações criminais;
  • órgãos com equipe técnica especializada e orçamento robusto.

Ele continua sendo uma referência; porém, não é a ferramenta ideal para todo tipo de demanda envolvendo provas digitais em celulares.

2. Por que procurar alternativas ao Cellebrite?

Alguns motivos aparecem com frequência quando alguém começa a buscar “alternativas ao Cellebrite”:

2.1. Custo e licenciamento

Ferramentas forenses desse nível normalmente envolvem:

  • licenças caras,
  • renovações anuais,
  • hardware e infraestrutura dedicados,
  • contratos de suporte e treinamento.

Para muitas delegacias, órgãos públicos menores, escritórios de advocacia e departamentos de compliance, isso simplesmente não cabe no orçamento.

2.2. Complexidade desnecessária para problemas simples

Muitas demandas do dia a dia não exigem uma extração profunda.
Na vida real, o que aparece o tempo todo são situações como:

  • comprovar o conteúdo de conversas em aplicativos de mensagens;
  • registrar comprovantes de transações, e-mails, notificações e telas de sistemas;
  • documentar golpes, ameaças, assédio, chantagens, cobranças abusivas;
  • gerar um relatório técnico organizado para juntar diretamente no inquérito, processo ou sindicância.

Para esse tipo de caso, montar todo um fluxo com Cellebrite pode ser mais pesado do que o necessário.

2.3. Dependência de laboratório e fila

Mesmo quando a instituição possui Cellebrite, é comum:

  • o equipamento ficar centralizado em um laboratório específico;
  • existir fila de espera para extrações;
  • o laudo demorar mais do que o tempo disponível para tomar decisões ou apresentar provas.

Nesses cenários, faz sentido usar ferramentas alternativas para:

2.4. Foco em coleta e documentação, não em “abrir” o celular por inteiro

Nem sempre a prioridade é acessar cada canto do sistema.
Muitas vezes, a pergunta prática é:

“O que estava sendo exibido na tela do celular e como eu provo isso de maneira técnica e confiável?”

Quando o foco está em coleta guiada e documentação robusta daquilo que foi visto no aparelho, outras soluções podem ser mais eficientes e acessíveis do que o Cellebrite.

3. Tipos de alternativas ao Cellebrite

Falar em “alternativas ao Cellebrite” não significa apenas trocar uma marca por outra.
Na prática, existem ao menos três grandes grupos de ferramentas que surgem como opção:

  1. Suites forenses completas – semelhantes em profundidade, pensadas para laboratório.
  2. Ferramentas de captura técnica de provas digitais – focadas em registrar e preservar o conteúdo de forma estruturada.
  3. Soluções especializadas em coleta guiada em celulares – com foco em cadeia de custódia e relatórios automatizados.

Vamos passar por cada categoria.

4. Suites forenses que podem substituir ou complementar o Cellebrite

Se o seu cenário exige extração profunda e análise detalhada, algumas suites forenses costumam ser comparadas ao Cellebrite.

4.1. Oxygen Forensic® Detective

É uma solução de forense digital voltada para aquisição, decodificação e análise de dados de diversos tipos de dispositivos e serviços.

Destaques:

  • forte em análise e correlação de artefatos;
  • suporte a diferentes fontes (celulares, computadores, nuvem);
  • indicada para laboratórios forenses e equipes especializadas.

Costuma entrar na mesma mesa de comparação que o Cellebrite quando:

  • a instituição está avaliando ecossistemas completos de forense digital;
  • já existe infraestrutura mínima de laboratório e profissionais dedicados.

4.2. Magnet AXIOM

O Magnet AXIOM também é bastante adotado em forense digital, permitindo:

  • adquirir dados de celulares, computadores, dispositivos IoT e nuvem;
  • realizar análises avançadas do comportamento do usuário;
  • gerar relatórios detalhados com foco em investigação.

Ele é uma alternativa ao Cellebrite em cenários que valorizam:

  • recursos fortes de análise visual, construção de timelines e correlação de evidências;
  • integração com outras ferramentas dentro de um fluxo de laboratório.

4.3. MSAB XRY

O XRY, da MSAB, é outra solução tradicional de extração e decodificação de dados de dispositivos móveis.

É frequentemente utilizado quando:

  • se busca diversificar ferramentas no laboratório para aumentar a taxa de sucesso em extrações;
  • a instituição quer comparar diferentes fornecedores na mesma faixa de complexidade do Cellebrite.

5. Ferramentas de captura técnica de provas digitais

Uma parte crescente das provas digitais não está “dentro” do celular, e sim:

  • em telas de sistemas,
  • em aplicativos de mensagens,
  • em conteúdos visualizados durante o uso normal do aparelho.

Nesse contexto, surgem ferramentas mais focadas em:

  • registrar o que o usuário vê e opera no dispositivo,
  • associar esses registros a metadados e hashes criptográficos,
  • e gerar relatórios técnicos consistentes, ainda que não façam uma extração tão profunda quanto o Cellebrite.

Essas soluções não substituem um laboratório forense pesado, mas podem ser uma alternativa muito mais adequada quando:

  • o objetivo é padronizar coletas em grande volume;
  • prioriza-se simplicidade de operação, rapidez e custo menor;
  • a instituição não precisa, em todos os casos, de extração física ou recuperação de dados apagados.

6. Soluções focadas em coleta guiada em celulares e cadeia de custódia

Entre essas ferramentas mais enxutas, se destacam as soluções que ocupam o espaço entre:

  • o “print improvisado” sem validade técnica, e
  • a extração forense completa via laboratório.

É o caso da HashSign.

6.1. HashSign – coleta técnica de evidências em celulares com relatório de extração

A HashSign é uma plataforma especializada em coleta de evidências digitais em celulares, com foco em:

  • coleta guiada de telas, imagens e vídeos exibidos no aparelho;
  • extração de metadados tanto do dispositivo quanto do próprio processo de coleta;
  • geração automática de um pacote técnico completo, que inclui:
    • um arquivo .zip com todos os arquivos originais coletados;
    • um relatório técnico de extração em PDF e HTML, contendo:
      • detalhes do celular utilizado;
      • descrição estruturada de cada evidência;
      • hashes criptográficos dos arquivos;
      • assinaturas digitais e registro de toda a cadeia de custódia.

Em vez de tentar “abrir o celular inteiro”, a HashSign foi pensada para:

  • documentar, de forma técnica, aquilo que foi exibido e coletado a partir do uso normal do aparelho;
  • padronizar a coleta para que diferentes usuários consigam gerar relatórios técnicos consistentes;
  • reduzir a dependência de prints informais e relatos subjetivos.

Ela não quer competir com o Cellebrite na extração profunda de dados internos.
Ela resolve outro tipo de problema, muito mais comum:

padronizar a coleta e a documentação técnica de evidências em celulares, com foco em integridade, rastreabilidade e pronta utilização no processo.

7. Quando uma alternativa mais leve ao Cellebrite faz mais sentido?

Você provavelmente não precisa usar Cellebrite em todos os casos se a maioria das suas demandas envolve:

  • conversas visíveis em aplicativos de mensagens;
  • comprovantes de pagamento, PIX, transações bancárias e notificações exibidas na tela;
  • provas de golpes, ameaças, assédio ou fraudes registradas diretamente no celular;
  • necessidade de produzir relatórios técnicos repetitivos, muitas vezes com prazos curtos.

Nesses cenários, soluções alternativas podem:

  • ser mais acessíveis financeiramente;
  • reduzir a dependência de laboratório e de especialistas em tempo integral;
  • agilizar o fluxo, com geração automática de relatórios técnicos padronizados.

Já quando você precisa de:

  • desbloquear o aparelho,
  • recuperar dados apagados,
  • realizar extrações físicas ou de sistema de arquivos,
  • atuar em casos de alta complexidade, com grande repercussão,

o Cellebrite e outras suites forenses completas continuam sendo a escolha natural.

8. Como escolher a melhor alternativa ao Cellebrite para o seu contexto

Algumas perguntas ajudam a guiar a decisão:

  1. Qual é o tipo de prova que aparece com mais frequência?
    • Provas dependentes de extração profunda → suites forenses completas.
    • Provas baseadas no que é exibido na tela do celular → soluções de coleta guiada com relatório técnico podem ser mais adequadas.
  2. Você tem estrutura de laboratório e equipe pericial dedicadas?
    • Se sim, vale comparar diferentes suites (Cellebrite, Magnet, Oxygen, MSAB etc.).
    • Se não, faz sentido olhar para ferramentas mais simples, com operação guiada, que qualquer agente ou profissional treinado possa usar.
  3. Qual é o volume e a urgência das coletas?
    • Se existe fila constante para extração, vale ter uma solução paralela para casos mais simples, deixando o laboratório focado nos casos críticos.
  4. Qual é o orçamento disponível?
    • Muitas vezes não é possível justificar o custo de uma solução de laboratório apenas para registrar provas que poderiam ser coletadas com fluxos mais enxutos.

9. Conclusão: onde entram as alternativas ao Cellebrite

O Cellebrite continua sendo um pilar da forense digital de alta complexidade, principalmente em laboratórios e grandes investigações.

Mas o universo das provas digitais é muito maior do que isso.
Há um enorme volume de casos em que:

  • o que importa é coletar evidências de celulares com segurança técnica,
  • documentar bem o caminho da prova,
  • e entregar um relatório técnico claro, pronto para ser anexado ao processo.

Nesse espaço, as alternativas ao Cellebrite ganham relevância:

  • outras suites completas, que podem substituir ou complementar o laboratório;
  • ferramentas de captura técnica de provas digitais;
  • e soluções especializadas em coleta guiada em celulares com geração automática de relatório de extração, como a HashSign.

Próximo passo:
Analise como você está coletando provas em celulares hoje.
Se ainda depende de prints informais, fotos de telas ou relatos sem padrão, talvez seja o momento de testar uma solução focada em coleta técnica em celulares com pacote de evidências + relatório de extração pronto, e deixar ferramentas como o Cellebrite reservadas para os casos que realmente exigem extração forense profunda.


Solução em extração de evidências digitais de aparelhos celulares com validade técnica e jurídica.

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